Pesquisar no site
04.Setembro
Alcolumbre confirma votação em plenário do fim da 6x1 'após as eleições'* Malu VazDo UOL, em Brasília

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse hoje que PEC que acaba com a escala 6x1 será votada depois das eleições, ainda em 2026. 
A proposta foi aprovada na CCJ (Comissão de Cosntituição e Justiça) ontem, e o governo Lula queria que ela fosse aprovada antes de 4 de outubro.

O que aconteceu

A PEC será votada depois das eleições, mas ainda em 2026, prometeu Alcolumbre. A confirmação foi dada após discurso do senador Paulo Paim (PT-ES), que se despede do Congresso Nacional depois de 39 anos. Alcolumbre ganhou um abraço e disse que "Vossa Excelência estará aqui votando após as eleições ao fim da escala 6x1 no plenário do Senado Federal".

Pauta era prioridade do governo e pilar da campanha de reeleição de Lula. a PEC prevê dois dias de folga por semana e reduz jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição do salário do empregado.

Presidente se reuniu com Hugo Motta (Republicanos-PB) e Alcolumbre para alinhar prioridades do executivo no Congresso. A expectativa era que a PEC do fim da escala 6x1 fosse votada antes das eleições, mas Alcolumbre não colocou a proposta na pauta do Senado. Ela passou na Câmara dos Deputados em maio. Outras medidas do governo, como a MP (medida provisória) do fim da taxa das blusinhas e PL dos minerais críticos, foram aprovadas nas duas Casas dentro desta semana, no esforço concentrado antes do primeiro turno.

Líder do governo no Senado diz que tem certeza que Alcolumbre vai colocar a PEC na pauta. Teresa Leitão (PT-PE) disse que trajetória de Paim ficará marcada pela sua participação no fim da escala 6x1: "O que vai ficar marcado na sua longa vida nesse Senado, eu acho que vai ser coroado, sim, porque a PEC do fim da jornada 6x1 será votada com a sua digital. Eu tenho certeza que o presidente Davi vai fazer isso".

Paim é autor de outro texto que trata do mesmo tema e foi aprovado em dezembro passado pela CCJ. Ele é de 2015 e só avançou quando foi juntado a sugestões dos deputadps Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). Paim é também o único deputado que participou da construção da Constituição de 1988, que consolidou direitos trabalhistas.