Aliados de “Guedes mãos de tesoura” acabam com valorização do salário mínimo Notícia postada em 10.10.2019


PUNIÇÃO AO TRABALHADOR

Orçamento para o próximo ano prevê o fim da política de ganho real criada nos governos do PT

:: Rafael Noronha 10 de outubro de 2019  12:39

Foto: Alessandro Dantas

A base do governo Bolsonaro no Congresso Nacional confirmou, nessa quinta-feira (9), o fim da política de ganho real do salário mínimo e avançou uma casa a mais na retirada de direitos dos trabalhadores. Com o fim da política de valorização real criada nos governos do PT e que garantia ao salário mínimo a correção da inflação do período, mais ganho real de acordo com o crescimento do PIB, o salário mínimo para o próximo ano será de R$ 1.039.

“A economia do Brasil só viu a ação do “Guedes mãos de tesoura”. Do corta-corta. A gente não viu nenhum tipo ação no sentindo de estimular, de promover o crescimento econômico com políticas redistributivas”, criticou o vice-líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE).

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), destacou que sem a política instituída pelos governos do PT, o salário mínimo atual seria de R$ 573. Atualmente o salário mínimo é de R$ 998. “Esse pessoal odeia os pobres”, criticou o senador, em referência aos parlamentares que votaram pelo fim da manutenção da política de valorização do salário mínimo.

No início do ano, a bancada do PT no Senado apresentou o PL 605/2019 com o intuito de garantir a política de valorização real do salário mínimo. Essa política adotada nos governos Lula e Dilma exerceu um papel central nas quedas da pobreza e da desigualdade de renda verificadas nos governos do PT.

Nos governos FHC, entre 1995 e 2002, a incidência de pobreza na população não se alterou, permanecendo estável em 30%. Por outro lado, do início do governo Lula até 2013, a pobreza despencou de 30% para 11,5% da população.

“É importante dizer que o salário mínimo foi responsável pela mudança de um indicador que mede as distâncias entre ricos e pobres no Brasil. Só com essa política é que podemos reverter este quadro”, enfatizou Rogério.

Em função da política de valorização, houve um aumento real (acima da inflação) de 77% do salário mínimo nos 14 anos de governo do PT.

O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou que Portugal apontou para o caminho oposto ao tomado pelo Brasil e decidiu aumentar o valor do salário mínimo para buscar a retomada econômica do País. “Portugal foi na contramão do que é feito hoje no Brasil e apontou caminhos, tanto que o desemprego lá hoje está em torno de 6% e o salário mínimo está em torno de 700 euros. Acabando com a política de reajuste pela inflação mais PIB, nós poderemos estar votando um caminho que vai levar o salário mínimo a valer menos do que 100 dólares”, lamentou.

FONTE: PT NO SENADO 
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