Reforma trabalhista Notícia postada em 12.07.2017
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Antes do início das votações na CDH, o senador Paulo Paim (PT-RS) comentou a aprovação, sem alterações, da reforma trabalhista (PLC 38/2017) pelo Senado. Ele disse não estar surpreso com a afirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que aquela Casa não tem compromisso com uma futura medida provisória que altere pontos do texto enviado à sanção.

Paim afirmou que o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse várias vezes no Senado que havia acordo para o presidente Michel Temer vetar pontos polêmicos da reforma e editar uma MP com regulamentação de outros temas também considerados polêmicos.

- Eu não fui traído, não fiz acordo nenhum com eles, quem tem que cobrar é quem fez acordo com eles. Aqueles que fizeram esse ‘acordo de infiéis’ é que têm que responder. Quem fez acordo foi o Romero Jucá, quem comanda essa Casa hoje é o senador Romero Jucá. Quem avalizou o acordo, quem fez o acordo foi o senador Romero Jucá, ele leu na tribuna ontem e disse ‘eu avalizo’. Eu, se fosse ele, renunciaria de imediato ao posto de líder do governo. Ele dizia que falava em nome do governo – afirmou Paim.

A presidente da CDH, senadora Regina Sousa (PT-PI), disse que Romero Jucá “já é acostumado a não cumprir acordo”. Ela disse que a postura de Rodrigo Maia está certa e que o erro foi do Senado, que não mudou a reforma trabalhista, abrindo mão de sua prerrogativa como Casa Revisora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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