Jornada intermitente é trabalho escravo, disse Paim em debate com o ministro Ives Gandra Notícia postada em 10.05.2017

Durante audiência conjunta entre a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), nesta quarta-feira (10), sobre a reforma trabalhista, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que a jornada de trabalho intermitente por dia e hora representa a volta à escravidão e a revogação das leis sociais do país:  “Jornada intermitente é trabalho escravo”. 

Paim questionou o intervalo de 30 minutos para refeição entre jornadas e disse que “o projeto fortalece a negociação individual em detrimento da negociação mediada pelos sindicatos. Isso é um absurdo”. 

Paim criticou também o negociado acima do legislado, que só tende a piorar a garantia de direitos para os trabalhadores.

“Se essa reforma fosse tão positiva para o trabalhador brasileiro, o apoio seria maciço do empresariado. A quem essa reforma interessa? A ditadura sútil que impõe a lógica do lucro sem custo. Como uma mulher gestante poderá trabalhar em local insalubre? Só estão pensando na produção e no lucro”, disse Paim. 

Também participaram do debate: ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho; Ronaldo Curado Fleury, Procurador-Geral do Ministério Público do Trabalho; Guilherme Guimarães Feliciano, Presidente da Anamatra; Peter Poschen, Diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil/OIT; José Pastore, Professor Titular da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo/USP e José Reginaldo Inácio, Vice-Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores/NCST. 

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