Paim: as propostas do governo interino não são um remédio, são um veneno para o Brasil Notícia postada em 19.08.2016
O senador Paulo Paim (PT/RS) continua sua cruzada pelo país em defesa dos trabalhadores e aposentados. Nesta sexta-feira, 19, o senador esteve em Sapiranga, no Rio Grande do Sul, debatendo terceirização, trabalho escravo e reformas previdenciária e trabalhista.
Durante debate no Sindicato dos Sapateiros de Sapiranga, Paim alertou que as propostas anunciadas pelo governo interino serão um veneno para a população brasileira, já que eles pretendem desvincular o salário mínimo dos benefícios previdenciários, permitir a aposentadoria só aos 70 anos e aprovar a terceirização e o negociado sobre o legislado. 
“Eles já afirmaram que se a economia vai mal, é necessário um remédio amargo para curar o país. Mas com esse discurso eles não estão dando um remédio. O que eles estão oferecendo é veneno para matar o paciente, e é isso que nós não aceitamos’, criticou.  
O senador ainda advertiu sobre a possibilidade de o governo fazer um desmanche na Consolidação das Leis do Trabalho, CLT.
“A CLT é uma conquista do povo brasileiro, pois assegurou direitos como a jornada de trabalho máxima de oito horas diárias, descanso semanal remunerado, salário mínimo, férias, licença-maternidade e adicional noturno. Ela está sendo jogada no lixo. O que está em jogo são os interesses de grandes grupos privados em detrimento dos interesses dos trabalhadores”, alertou.
O senador completou que a Previdência Social deixa de arrecadar mais de R$ 400 bilhões apenas com sonegação e com a isenção de impostos às grandes empresas. 
O debate reuniu lideranças dos movimentos sociais e sindical, trabalhadores, aposentados, estudantes e juristas. Eles se uniram contra o fim do Ministério da Previdência e contra as reformas trabalhista e previdenciária. 
As próximas audiências públicas no Rio Grande do Sul acontecem em setembro, no dia 2 será em Pelotas, dia 9 em Santa Rosa e dia 23 em Caxias do Sul.   

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