Paim cobra do ministro do Trabalho respeito e manutenção das leis sociais trabalhistas Notícia postada em 02.08.2016

“As reformas trabalhista e previdenciária do governo interino só visam atacar os direitos históricos do povo brasileiro. Não permitiremos essa afronta. Elas não passarão”. A frase do senador Paulo Paim (PT/RS) foi dita ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, durante audiência pública nesta terça-feira, 2, no Senado Federal.

— Eu sempre digo que para defender trabalhador não tem arena. Pode ser arena de leão, de gladiadores, eu estarei lá. Se estão discutindo um projeto de terceirização e do trabalho escravo, converse com o relator das matérias, que sou eu. Estou com os relatórios prontos, percorri todos os estados da federação e ouvi as pessoas sobre esses assuntos. Os meus relatórios foram baseados na voz das ruas. Agora, tenhamos responsabilidade, não queiram fazer truculência com o Congresso Nacional através de envios de novos projetos sobre esses temas — argumentou.

Já o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que nenhum direito dos trabalhadores será retirado na reforma trabalhista que o governo interino vai propor. Ele defendeu uma atualização da legislação trabalhista para dar segurança jurídica aos trabalhadores do país.

— Não há nenhuma hipótese de nenhum direito do trabalhador ser subtraído. Não há nenhuma hipótese de parcelamento de décimo terceiro; não há nenhuma hipótese de fatiamento de férias; não há nenhuma hipótese do fundo de garantia do trabalhador ou abono que ele tenha direito, que sejam revogados. Isso não vai acontecer. O trabalhador terá a garantia de que seus direitos serão preservados — destacou.

Paim rebateu alegando que a população vai cobrar o posicionamento do ministro “Os trabalhadores são que nem São Tomé, só acreditam vendo. Fique certo que o povo vai cobrar seus direitos”.

Ele ressaltou ainda que o negociado sobre o legislado é a verdadeira hemorragia do sistema trabalhista, pois enterra os princípios do direito do trabalho. “Então não vai ter lei para mais nada, nem no campo, nem na cidade?  Se para o trabalhador não vale a lei, porque que tem que valer para outros setores da sociedade? É disso que se trata o negociado sobre legislado. Para os empresários o certo é comer com uma mão e trabalhar com a outra. Isso não sou eu que estou falando, foram dirigentes da CNI e Fiesp”, alertou. 

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