Registro sobre Mercedes Sosa, defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina

07.10.2019

Senador Paulo Paim (PT/RS)
sen.paulopaim@senado.leg.br

Senhoras e Senhores, 

Há dez anos falecia a cantora argentina Mercedes Sosa. Com sua voz e sua arte ela levou ao mundo inteiro a defesa da liberdade, da democracia e dos direitos humanos.

Apelidada de La Negra pelos fãs, devido à ascendência ameríndia ficou conhecida como a voz dos "sem voz", dos excluídos, dos pobres e dos necessitados.  

Mercedes Sosa foi uma árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina. 

De ascendência mestiça, constituída de europeus e indígenas diaguitas, cresceu durante o governo de Juan Domingo Perón e sofrendo - como quase todos da sua geração - uma influência muito grande de Eva Perón. 

Após a ascensão da junta militar do general Jorge Videla, que depôs a presidente Isabelita Perón em 1976, a atmosfera na Argentina tornou-se cada vez mais opressiva. Sosa, ...

... que era uma conhecida ativista do peronismo de esquerda, foi revistada e presa no palco durante um concerto em La Plata em 1979, assim como seu público... 

Banida em seu próprio país, ela se refugiou em Paris e depois em Madri. 

De volta do exílio, em 1982, Mercedes Sosa continuou a fazer turnês pela Argentina e pelo exterior.

Suas preocupações sociais e sua posição política refletiam-se no repertório que interpretava, ...

... tendo sido uma das grandes expoentes da Nueva canción, movimento musical com raízes africanas, cubanas, ...

... andinas e espanholas marcado por uma ideologia de rechaço ao imperialismo norte-americano, ao consumismo e às desigualdade sociais.

Mercedes Sosa morreu aos 74 anos de idade, em 4 de outubro de 2009.

Assim ela cantava ...

Eu só peço a Deus, Que a guerra não me seja indiferente, É um monstro grande e pisa forte, Toda fome e inocência dessa gente ...

Eu só peço a Deus, Que a mentira não me seja indiferente, Se um só traidor tem mais poder que um povo, Que este povo não esqueça facilmente. 

Era o que tinha a dizer,
Sala das sessões, 07 de outubro de 2019.
Senador Paulo Paim. 
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