Registro sobre o Dia Nacional do Imigrante Italiano

15.03.2019

Senador Paulo Paim (PT/RS)
paulopaim@senador.leg.br

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Senadores. 

Quero cumprimentar o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) pela brilhante inciativa de homenagear os imigrantes italianos, que prevalecem no Sul do país, principalmente no meu estado, Rio Grande do Sul. 

Agradeço muito por tudo o que eu aprendi com a cultura e as tradições do povo italiano, ao longo da minha vida. 

Saudemos todos nós o Dia Nacional do Imigrante Italiano, celebrado anualmente em 21 de fevereiro.  

Meu carinho a todos os descendentes que hoje estão esparramados em todo o Brasil, em todos os estados da federação, construindo sonhos, ...

... levantando mãos aos céus, erguendo pontes de sabedoria e trabalho com a essência das raízes dos italianos que vieram do além mar. 

O Brasil é o maior país com raízes italianas em todo o mundo: são 25 milhões de descendentes.  

O meu São Pedro do Rio Grande do Sul construiu sua geografia e pintou suas paisagens com muito da colonização italiana, pujante, cheia de fibra, que em léguas de distância se transformou em nova vida.   
 
Foi, naquelas terras do Sul, na pampa encantada por liberdade, que Giuseppe Garibaldi e Anita fizeram história... Mas isso bem no comecinho.  

E depois, de anos, aí sim, vieram em grandes grupos, colonos, imigrantes, homens, mulheres, crianças, jovens... abriram caminhos, cortaram serras e montanhas.

Se estabeleceram nos vales dos rios Caí e das Antas, limitando-se ao norte com os campos de Cima da Serra, e ao sul com as colônias alemãs.  

Os “nonnos e nonnas” desbravaram com facão e enxada as terras adquiridas. Calo nas mãos era o que não faltava. 

Os lotes que receberam ficavam entre 15 e 35 hectares. 

Plantavam de tudo, mas principalmente milho e trigo. 

Mas sem dúvida o que marcou mesmo foi o cultivo de videiras. 

Os italianos, ao introduzirem novas variedades de uvas, começaram o que eu chamo de uma verdadeira revolução na produção do vinho gaúcho. 

A partir dos anos 1900 começaram a serem formadas cooperativas vinícolas. 

A produção cresceu e melhorou e o nosso Rio Grande do Sul passou a ser o principal produtor, no País, da bebida de Baco e Dionísio. 

O desenvolvimento veio a galope nessa região de italianos que com o tempo foi se caldeando com outras etnias. 

Atualmente, a indústria, o setor de serviços e a agropecuária são fundamentais para o PIB gaúcho. 

E o que dizer do folclore, dos poetas, dos cantores, das festas, dos pratos típicos, do turismo inigualável, de toda gente que com sua hospitalidade nos brinda em coroamento para um novo tempo? 

Brava gente italiana. Grazie fratelos ítalos-brasileiros.

Era o que tinha a dizer,
Sala das Sessões, 15 de março de 2019.
Senador Paulo Paim.  

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